Sustentável
Cada decisão de design responde à mesma lógica: durar, poupar, fazer sentido.
A Pequena Grande Casa nasceu de uma decisão. Em 2012, Mafalda Fernandes e Ricardo Pereira trocaram Lisboa pelos Açores à procura de mais tempo, mais liberdade e mais verdade. Construíram com as próprias mãos uma casa 100% off-grid e, com ela, uma forma de viver. Hoje, ajudam outras famílias e empresas a fazer a mesma transição. Quando nos pediram para construir a presença visual deste projeto, percebemos que a marca já existia. Faltava traduzi-la.
Demoraram um ano e meio a construir, num armazém em São Miguel, uma casa de 45 metros quadrados, em madeira, sem alicerces e sobre rodas. Os painéis solares produzem toda a energia que precisam, a água da chuva é recolhida e filtrada, os resíduos transformam-se em compostagem que alimenta a horta. Tudo feito com as próprias mãos.
Foi dessa experiência, vivida em primeira pessoa, que veio o projeto seguinte: ajudar outras pessoas a fazer a mesma transição. Famílias, agricultores, gente que quer viver com mais autonomia e menos custos. A marca tinha de partir daí, da realidade construída antes de ser comunicada.
O logotipo é a casa que eles construíram. A silhueta do telhado capturada literalmente, com uma linha paralela no topo que representa os painéis solares, o sistema que faz a casa funcionar sem ligação à rede elétrica.
Por trás, uma impressão digital laranja: o sol como assinatura, traço pessoal e força motora ao mesmo tempo. É essa marca única, irrepetível, que está na origem de tudo o que a Pequena Grande Casa propõe.
Por dentro da casa, em vez de paredes, sentou-se a tipografia. A marca, literalmente, mora ali. O acabamento é texturado, com traço rústico visível, como se cada linha tivesse sido carimbada à mão.
Cada decisão de design responde à mesma lógica: durar, poupar, fazer sentido.
Cada traço tem propósito. Nada sobrecarrega a composição. A marca diz o que tem a dizer e cala-se.
O Ricardo fala como quem já passou por isso, sem jargão, sem tecniquez. Acompanha e aconselha cada família, passo a passo.
Quem propõe a transição já a fez. Construída com as próprias mãos, vivida em primeira pessoa, partilhada sem romantismo.
Quatro cores extraídas diretamente da marca: o verde pasto que veste a casa por fora, o verde profundo que dá peso e silêncio à composição, o sol laranja que pulsa no centro como impressão digital do projeto, e o creme cálido que veste a tipografia. Os tons verde simbolizam a natureza, a estabilidade e a proximidade com o ambiente. O laranja é energia, calor e o próprio sol que move toda a marca. O creme traz leveza, luz natural e o conforto de uma casa habitada.
As ilustrações desempenham um papel fundamental na comunicação visual da Pequena Grande Casa: traduzem conceitos abstratos (autonomia, energia, transição, ciclo) em elementos visuais tangíveis. Cada uma reflete os pilares da marca, sustentabilidade, simplicidade e conexão íntima com a natureza.
O estilo é simples e descomplicado, alinhado com o ethos da marca de viver com menos, mas com significado. Cada traço tem propósito. Nada decora a composição, tudo a serve.
Desenvolvemos um sistema modular de materiais físicos que acompanha cada cliente novo da Pequena Grande Casa. Cartões de visita em papel reciclado para uma primeira reunião sem fricção. Tote bags em algodão orgânico, oferecidos a famílias que aderem aos programas, porque a marca segue para casa. Flyers explicativos com ilustrações que tornam o tecnicismo da energia solar compreensível em segundos.
Produzimos uma série de vídeos explicativos que respondem às perguntas que cada família faz antes de aderir: como funciona um sistema off-grid, quanto custa, quem é elegível para o programa Solenerge. Peças diretas, sem promessas vazias, com a Mafalda e o Ricardo a explicar com naturalidade o que vivem todos os dias.
Desenhámos e desenvolvemos o website da Pequena Grande Casa em torno de duas perguntas que toda a gente faz antes de avançar: quanto vou poupar? e com quem vou falar? A página de entrada responde diretamente às duas, com um simulador de consumo que mostra a poupança real e uma secção de contacto direto por WhatsApp, telefone ou formulário. A navegação é linear, o tom é próximo, a estética é tirada da própria marca.
A marca comunica três programas distintos, com linguagem própria mas dentro de um mesmo sistema visual: o programa Solenerge para famílias com casas tradicionais, o programa de Apoio Agrícola para explorações que dependem da rede, e o caminho Off-Grid para quem quer autonomia total. Cada um tem o seu próprio reel, a sua iconografia e a sua história.
"Pagávamos mais de 100 € por mês em eletricidade. Agora não chega a 35 €."
Ana Henrique, cliente Solenerge
"Sou a prova viva de que é um investimento rentável e aconselhável a qualquer exploração agrícola."
Luís Viveiros, cliente Apoio Agrícola
"Viver confortavelmente mesmo estando desligado da rede elétrica."
Robert Cannon, cliente Off-Grid
A Pequena Grande Casa é um projeto fundado por Mafalda Fernandes e Ricardo Pereira, dois designers que em 2012 deixaram Lisboa para ir viver para a ilha de São Miguel. Em Fenais da Luz construíram, com as próprias mãos, uma casa de 45 m² em madeira, sem alicerces, sobre rodas e 100% off-grid: painéis solares produzem toda a energia que consomem, a água da chuva é recolhida e filtrada, os resíduos transformam-se em compostagem que alimenta a horta.
Hoje, a partir dessa experiência, ajudam famílias e empresas a fazerem a sua própria transição para a energia solar. Operam três programas (Solenerge, Apoio Agrícola e Off-Grid), apoiando cada cliente desde a simulação de consumo até à instalação do sistema. O propósito é prático: viver com mais autonomia, menos custos e mais alinhamento com o que importa.
Vamos traduzi-la em algo que se sinta tão verdadeiro como aquilo que vive.
Falar com a equipa